terça-feira, 24 de dezembro de 2019

Ilustrações

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Prezado leitor,
você encontra aqui muitas histórias e ilustrações lindas do cotidiano, que se aplicam à sua vida e à de outras pessoas. Espero que você possa ter bons insights nestas leituras.

Steven Cole - Nos arredores de Madri fica um antigo e famoso mosteiro, o Escorial. Os reis da Espanha são sepultados lá há séculos. O arquiteto que construiu a igreja fez um arco tão baixo que assustou o rei. Temendo que desabasse, ele ordenou que o arquiteto adicionasse uma coluna para sustentar o meio do arco. O arquiteto protestou, dizendo que não era necessário, mas o rei insistiu e, assim, a coluna foi construída. Anos depois, o rei morreu e o arquiteto revelou que a coluna estava a apenas alguns milímetros de tocar o arco, e que o arco não havia cedido nem um pouco. Ouvi dizer que os guias turísticos ainda passam uma ripa entre o arco e a coluna como prova silenciosa do conhecimento do arquiteto (Donald Barnhouse, Let Me Illustrate [Revell], p. 245). Esse arco ilustra nossa salvação, que vem totalmente do Senhor. Ele se mantém de pé por causa de Deus, não por causa de qualquer coisa que pecadores caídos possam acrescentar a ele. Mas, como o rei espanhol, as pessoas querem acrescentar algo para ajudar a Deus. A ideia de que a salvação vem totalmente de Deus é uma afronta ao nosso orgulho. Assim, mesmo muitos que professam crer em Cristo como Salvador tendem a pensar que sua salvação se baseia, pelo menos em parte, em algo que eles devem fazer, em vez de se basear completamente no que Deus fez. Continuamos a acrescentar nossas próprias contribuições, mas a Palavra de Deus mostra claramente que a salvação de Deus não precisa do nosso apoio humano.




1. Gratidão X Ingratidão
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Um famoso escritor estava em sua sala de estudo. Pegou a caneta e começou a escrever:

- No ano passado precisei fazer uma cirurgia para a retirada da vesícula biliar. Tive que ficar de cama por um bom tempo.

- Nesse mesmo ano, cheguei a idade de 60 anos e tive que renunciar ao meu trabalho favorito. Havia permanecido 30 anos naquele editorial.

- No mesmo ano, experimentei a dor pela morte de meu pai e meu filho fracassou em seu exame médico porque  teve um acidente  de automóvel e ficou hospitalizado por vários dias. A destruição do carro foi outra perda.

Ao final escreveu:
“FOI UM ANO MUITO MAL!”

Quando a esposa do escritor entrou na sala, o encontrou triste em meio aos seus pensamentos. Por trás dele, leu o que estava escrito no papel.

Saiu da sala em silêncio e voltou com outro papel que colocou ao lado do papel de seu marido.

Quando o escritor viu o papel, encontrou escrito o seguinte:

- No ano passado finalmente me desfiz de minha vesícula biliar, depois de passar anos com dor.

- Completei 60 anos com boa saúde e me retirei do meu trabalho. Agora posso utilizar meu tempo para escrever com maior paz e tranquilidade.

- No mesmo ano, meu pai, com a idade de 95 anos, sem depender de nada e sem nenhuma condição crítica, conheceu seu Criador.

- No mesmo ano, Deus abençoou o meu filho com uma nova oportunidade de vida. Meu carro foi destruído, mas meu filho ficou vivo sem nenhuma sequela.

Ao final, ela escreveu:
“ESSE ANO FOI UMA GRANDE BENÇÃO!”

Eram os mesmos acontecimentos, mas com pontos de vista diferentes.



2. O VALOR DE UM GRUPO
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Um homem, comparecia assiduamente às reuniões de um grupo de amigos e, sem comunicar a ninguém, deixou de participar de suas atividades.

Depois de algumas semanas, um amigo, integrante desse grupo, decidiu visitá-lo.

Era uma noite muito fria!

O Amigo o encontrou na sua casa, sozinho, sentado diante da lareira, onde o fogo estava brilhante e acolhedor.

Adivinhando o motivo da visita do seu amigo lhe deu as boas vindas e, aproximando-se da lareira lhe ofereceu uma cadeira grande em frente à chaminé e ficou quieto, esperando.

Nos minutos seguintes, houve um grande silêncio, pois os dois homens somente admiravam a dança das chamas em volta dos troncos de lenha que queimavam.

Depois de alguns minutos, o amigo visitante examinou as brasas que se formaram e cuidadosamente escolheu uma delas, a mais incandescente de todas, empurrando-a para fora do fogo.

Sentando-se novamente, permaneceu silencioso e imóvel.

O anfitrião prestava atenção a tudo, fascinado e também quieto.

Dentro de pouco tempo, a chama da brasa solitária diminuiu, até que após um brilho discreto e momentâneo, seu fogo se apagou em um instante mínimo.

Dentro de pouco tempo, o que antes era uma festa de calor e luz, agora não passava de um frio, morto e preto pedaço de carvão, recoberto de uma camada de cinza espessa.

Nenhuma palavra tinha sido pronunciada desde a protocolar saudação inicial entre os dois amigos.

Antes de preparar-se para ir embora, o amigo visitante movimentou novamente o pedaço de carvão já apagado, frio e inútil, colocando-o novamente no meio do fogo.

Quase que imediatamente o carvão voltou a desprender-se em uma nova chama, alimentado pela luz e o calor das labaredas dos outros carvões em brasa e ao redor dele.

Quando o amigo visitante se aproximou da porta para ir-se embora, seu anfitrião lhe disse:

OBRIGADO PELA SUA VISITA E PELO BELÍSSIMO SERMÃO......

3. O VALOR DA VIDA
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PERTO DE MORRER, UM VELHO HOMEM "BILIONÁRIO" CHAMOU À SUA SECRETÁRIA DE CONFIANÇA E BRAÇO DIREITO E DISSE:

— Estela QUANDO EU MORRER quero que REALIZE 3 pedidos em meu funeral. OK?

A Secretária surpresa, respondeu:
— Sim senhor! Seus desejos serão realizados.

Em seguida ela pegou um bloco de notas e uma caneta e disse:
— Vou anotar para não esquecer Senhor. Pode falar!

Ele respondeu:
— Pois bem!
1- Quero que meu caixão seja carregado pelos melhores médicos que existem.
2- Que os tesouros que tenho, sejam espalhados pelo caminho até meu túmulo.
3- Que minhas mãos fiquem no ar, fora do túmulo e à vista de todos.

Sua Secretária surpresa com os 3 pedidos perguntou:
— Senhor, desculpe a curiosidade. Mas quais são os motivos de tais desejos?

Ele respondeu:
 - Eu quero que os melhores médicos carreguem meu caixão, para mostrar que eles não têm o poder de curar na face da morte e quando chega a hora ninguém muda o destino senão Deus.

- Quero que o chão seja coberto pelos meus tesouros, para que todos possam ver que os bens materiais aqui conquistados, aqui ficam.

- Eu quero que minhas mãos fiquem para fora do caixão, de modo que as pessoas possam ver que viemos com as mãos vazias, e saímos de mãos vazias, pois, quando morrer você não leva nada material.

4. O caminho de volta...
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(Teta Barbosa, jornalista, publicitária e mora em Recife)

"Já estou voltando. Só tenho 50 anos e já estou fazendo o caminho de volta. Até o ano passado eu ainda estava indo... Indo morar no apartamento mais alto, do prédio mais alto, do bairro mais nobre. Indo comprar o carro do ano, a bolsa de marca, a roupa da moda. Claro que para isso, durante o caminho de ida, eu fazia hora extra, fazia serão, fazia dos fins de semana eternas segundas-feiras.  Até que um dia, meu filho quase chamou a babá de mãe!  Mas, com quase cinquenta, eu estava chegando lá. Onde mesmo? No que ninguém conseguiu responder. Eu imaginei que quando chegasse lá, ia ter uma placa com a palavra fim.  Antes dela, avistei a placa de retorno e, nela mesma, dei meia volta. Comprei uma casa no campo (maneira chique de falar, mas ela é no meio do mato mesmo). É longe que só a gota serena! Longe do prédio mais alto, do bairro mais chique, do carro mais novo, da hora extra, da babá quase mãe. Agora tenho menos dinheiro e mais filho. Menos marca e mais tempo. E não é que meus pais (que quando eu morava no bairro nobre me visitaram quatro vezes em quatro anos), agora vêm pra cá todo fim de semana?  E meu filho anda de bicicleta, eu rego as plantas e meu marido descobriu que gosta de cozinhar (principalmente quando os ingredientes vêm da horta que ele mesmo plantou). Por aqui, quando chove, a Internet não chega. Fico torcendo que chova, porque é quando meu filho, espontaneamente (por falta do que fazer mesmo), abre um livro e, pasmem, lê. E no que alguém diz: "a internet voltou!", já é tarde demais, porque o livro já está melhor que o Facebook, o Instagram e o Snapchat juntos. Aqui se chama "aldeia" e tal qual uma aldeia indígena, vira e mexe eu faço a dança da chuva, o chá com a planta, a rede de cama. Aos domingos, converso com os vizinhos. Nas segundas, vou trabalhar, contando as horas para voltar... Aí eu me lembro da placa retorno e acho que nela deveria ter um subtítulo que diz assim: "retorno – última chance de você salvar sua vida!"  Você, provavelmente, ainda está indo. Não é culpa sua. É culpa do comercial que disse: "Compre um e leve dois".  Nós, da banda de cá, esperamos sua visita.  Porque sim, mais dia menos dia, você também vai querer fazer o caminho de volta..."

CUIDE DO SEU TEMPO, CUIDE DA SUA FAMÍLIA E DOS AMIGOS. Que possamos encontrar a placa de retorno e valorizar o que realmente é importante!!!

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5. Você acha que desistir é uma opção?
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Você acha que realmente desistir é uma opção?
Não para um cristão.
Você já deve ter ouvido falar de Horatio Spafford.  Advogado de sucesso, em 1871 acontece a primeira tragédia de sua vida, com a morte do único filho homem.
Em 1873, como também era um investidor imobiliário, perde quase todo o seu patrimônio no Grande Incêndio de Chicago.
Mesmo assim, ele e a esposa Anna atuam para ajudar as famílias que ficaram desalojadas na cidade.
Mais tarde, abatidos, resolvem partir para uma viagem à Europa.
No ultimo minuto, por um imprevisto, apenas a esposa e as 4 filhas embarcam.
Durante a travessia do Atlântico, o navio colide com um veleiro e afunda, com a morte das 4 filhas.
Completamente desolado, Horatio vai ao encontro da esposa.
Na viagem, quando o capitão informa o local aproximado do trágico acidente, apesar da dor profunda, Horatio foi capaz de escrever um dos mais belos hinos do cristianismo e que desde então tem trazido conforto a tantos.
No original, o titulo foi “It is Well with my Soul” (Está tudo bem com a minha alma).
Conhecido como “Sou Feliz com Jesus”, esta melodia é o melhor exemplo da frase de Lutero de que “a música empresta asas à pregação do Evangelho”.
Sim, através do sofrimento da perda, Horatio conseguiu tocar o coração de tantos até os dias de hoje.
Muitos conhecem até aqui a história de Horatio, mas esta foto mostra o que foi a vida completa da família Spafford.
[01:27, 31/12/2019] +55 17 99744-0874: Depois desta brutal perda, eles tiveram mais um casal de filhos, mas em 1880 o menino falece por febre escarlatina.
Para aumentar a tragédia dos Spafford, a sua própria igreja em Chicago se volta contra eles, imaginando que tudo isto era resultado de um ato de Deus com um castigo por seus pecados.
Abalados com tudo, os Spafford deixam os EUA rumo a Jerusalém para fundar um grupo chamado American Colony com a missão de servir aos pobres naquela região de tanta miséria.
Mais tarde o Colony tornou-se o tema do livro “Jerusalém”, da escritora Selma Lagerlöf e agraciado com o Premio Nobel de Literatura.
Em 1914 estoura a Primeira Guerra Mundial e o Colony fica completamente desconectado do resto do mundo.
Não havia homens para lavrar os campos, além de um ataque vigoroso de gafanhotos, o que levou  a população da região a perecer de fome.
Mesmo assim, a cozinha do Colony alimenta durante a guerra mais de duas mil pessoas diariamente e se torna o maior hospital recebendo feridos de ambos os lados do confronto.
Sim, um hospital no meio da guerra e atendendo soldados dos aliados e do antigo império Otomano.
Quando o chefe militar turco de Jerusalém oferece a sua rendição aos ingleses, ele estende um lençol das camas do hospital do Colôny como uma bandeira branca, que hoje está no Museu imperial da Guerra em Londres.
Já com os descendentes de Spafford, seguindo o exemplo dos pais, em 1947 e 1967 vem à tona os dois conflitos da guerra árabe israelense e o Colony continua com a missão de fazer o bem, com a bandeira da Cruz Vermelha sobre a sua cúpula.
Hoje, o Colony é um hotel ainda dos remanescentes dos Spaffords, mas não perdeu a sua missão: mantém ainda o antigo objetivo de Horatio com o Spafford Children’s Center para atender as crianças carentes de Jerusalém.
Horatio é um daqueles personagens únicos que ensina que as provações da vida não ocorrem para nos transformar em pessoas ressentidas ou amargas, ao contrário, nos tornam melhores.
Como ele mesmo escreveu

“...Se dor a mais forte sofrer,
Oh, seja o que for, Tu me fazes saber
Que feliz com Jesus sempre sou!”

Sim.  O lugar de fazer o bem é como o de Deus, em toda a parte.  Seja em Chicago, seja no oceano ou seja em Jerusalém.

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6.  Generosidade

Alguém perguntou ao homem mais rico do mundo, Bill Gates: " há alguém mais rico do que você no mundo?"

Bill Gates respondeu: "Sim, há uma pessoa que é mais rica do que eu".

Depois contou uma história.

Foi durante o tempo em que eu não era rico nem famoso. Eu estava no aeroporto de Nova York quando vi um vendedor de jornais. Eu queria comprar um jornal, e ao tê-lo nas minhas mãos descobri que não tinha moedas suficientes. Então, deixei de lado a ideia de comprar e devolvi o jornal ao vendedor. Eu disse-lhe que não tinha a moedas.

O vendedor disse: "eu estou te dando isso de graça".
Diante da sua insistência, levei o jornal.

Casualmente, depois de 2 a 3 MESES, aterrizei no mesmo aeroporto e novamente me faltavam moedas para comprar um jornal. O vendedor ofereceu-me o jornal de graça novamente. Eu recusei e disse-lhe que não podia aceitá-lo porque nessa ocasião também não tinha nenhum tostão.

Ele disse: "você pode levá-lo, estou compartilhando isso dos meus ganhos, não estarei perdendo". peguei o jornal.

Depois de 19 anos eu me tornei famoso e conhecido pelas pessoas. De repente, lembrei-me desse vendedor. Comecei a procurá-lo e depois de aproximadamente 1 mês e meio de busca eu encontrei.

Eu perguntei a ele: " você me conhece?"
Ele disse: "Sim, você é Bill Gates".
Perguntei-lhe de novo: " Lembra-te uma vez que me deste o jornal grátis?"
O vendedor disse: "Sim, eu lembro-me, te dei  duas vezes".
Eu disse-lhe :" eu quero pagar a ajuda que você me deu essas duas vezes. O que você quiser na sua vida, diga-me, eu dou ".
O vendedor disse: " Senhor Bill Gates, acredite que ao fazer isso não poderá igualar a minha ajuda?"
Eu perguntei por quê?"
Ele disse: " Eu te ajudei quando eu era um pobre vendedor de jornais e agora você está tentando me ajudar quando você se tornou o homem mais rico do mundo.
Como pode sua ajuda igualar a minha?"

Nesse dia, percebi que o vendedor de jornais era mais rico do que eu, porque ele não esperou se tornar rico para ajudar alguém.

As pessoas precisam entender que os verdadeiramente ricos são aqueles que possuem um coração rico, em vez de muito dinheiro. É realmente importante ter um coração rico para ajudar os outros.
É muito fácil dar quando nos sobra, o difícil é presentear, ainda sem ter muito para dar.



7. Resultado de imagem para imagens beleza e a arte
A arte e a Beleza.

Na Antiguidade Clássica, a filosofia grega já indicava que o objetivo da civilização deveria ser a busca do Bom, do Belo e do Justo, pilares de uma sociedade realmente civilizada.

🇬🇧 Eis uma das formas pelas quais o filósofo inglês Roger Scruton percebia o desequilíbrio da nossa sociedade contemporânea:

"Por que a beleza importa?

Em qualquer tempo, entre 1750 e 1930, se se pedisse a qualquer pessoa educada para descrever o objetivo da poesia, da arte e da música, eles teriam respondido: a beleza. E se você perguntasse o motivo disto, aprenderia que a beleza é um valor tão importante quanto a verdade e a bondade.

Então, no século XX, a beleza deixou de ser importante. A arte, gradativamente, se focou em perturbar e quebrar tabus morais. Não era beleza, mas originalidade, atingida por quaisquer meios e a qualquer custo moral, que ganhava os prêmios.

Não somente a arte fez um culto à feiúra, como a arquitetura se tornou desalmada e estéril. E não foi somente o nosso entorno físico que se tornou feio: nossa linguagem, música e maneiras, estão ficando cada vez mais rudes, auto centradas e ofensivas, como se a beleza e o bom gosto não tivessem lugar em nossas vidas.

Uma palavra é escrita em letras garrafais em todas estas coisas feias, e a palavra é: EGOÍSMO. "Meus lucros", "meus desejos", "meus prazeres". E a arte não tem o que dizer em resposta, apenas: "sim, faça isso"!

Penso que estamos perdendo a beleza e existe o perigo de que, com isso, percamos o sentido da vida."

Roger Scruton
(1944 - 2020)

8. Silent Night


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Obendorf, pequena cidade da Áustria, véspera do Natal de 1818.
O padre Joseph Mohr estava desesperado, porque o órgão da igreja estava quebrado.
A cantata de Natal seria um fiasco. Logo no seu primeiro Natal naquela paróquia!
Pediu orientação a Deus, e se lembrou que dois anos antes havia escrito um poema simples, também na véspera de Natal, após uma caminhada no silêncio das montanhas e bosques daquela cidade.
Encontrou o manuscrito do poema numa gaveta da sacristia.
Correu para a casa de um amigo músico, humilde, chamado Franz Gruber, e perguntou se poderia musicar aquele poema, para que todos pudessem cantar na missa de Natal.
Franz olhou e disse que sim, poderia, porque a letra era simples, e permitia uma melodia fácil. Mas tinha que ser tocada de violão, não havia tempo para nada mais elaborado.
O padre Mohr agradeceu e correu de volta para terminar de organizar os detalhes da missa.
À noite, Franz chegou na igreja com o violão e reuniu o coral para ensinar a música improvisada.
Que música era, afinal?
Stille Nacht (Noite Silenciosa, traduzida em português como Noite Feliz).
Naquele Natal de 1818, os membros da igreja de Obendorf cantaram, maravilhados, aquela música tão simples e profunda, que se tornou a canção de Natal mais conhecida do mundo.
Como ela se espalhou?
Semanas depois, o técnico que veio consertar o órgão ouviu a história do padre e pediu para tocar a música. Ficou tão impressionado que repartiu a melodia pelas igrejas por onde passava, até que chegou aos ouvidos do Rei William IV da Prússia, e a Nova York em 1838.
Está é a história da música Noite Feliz.
O que começou como um momento de pânico e perspectiva de fiasco terminou como um presente de Natal para toda a humanidade em forma de música.
Feliz Natal!


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9. “...o que tenho visto te contarei,”
                     Jó 15:17

Durante a nossa vida temos a oportunidade de conhecer pessoas diferenciadas.
Por vezes não lembramos dos esforços geniais destes indivíduos excepcionais.
Em dezembro de 1944, começava a Batalha do Bulge, ou Batalha das Ardenas.
O confronto foi uma grande contraofensiva alemã.
Como foi uma operação planejada em segredo, o Exercito Alemão enganou a inteligência dos Aliados, que foram incapazes de antecipar esta ofensiva gigantesca em termos de movimentação de tropas alemãs.
Já os americanos, lutaram com 840 mil soldados, sofrendo 89 mil baixas, incluindo 19 mil homens mortos, o que fez deste episódio a mais sangrenta batalha da Segunda Guerra Mundial.
Neste cenário o sargento Roddie Edmonds e seus homens foram capturados pelos alemães.
No primeiro dia eles foram forçados a assistir os guardas nazistas matarem brutalmente um jovem soldado russo com ataques de cães - um aviso sóbrio para quem tentasse desobedecer às ordens. 
Todos entenderam - não haveria piedade.
Neste momento, os alemães anunciaram pelos alto-falantes que, na manhã seguinte, apenas os prisioneiros judeus deveriam fazer fila para serem contados. 
Havia vários soldados judeus entre os prisioneiros americanos, que então tiveram a certeza de que estavam marcados para morrer.

É aqui que quero contar o que vi e ouvi de Chris Edmonds, filho de Roddie.
Ao ouvir o anúncio, o sargento Edmonds tomou uma decisão imediata. 
“Não faremos isto”, e na fria manhã do dia marcado todos os 1.275 prisioneiros de guerra americanos - judeus e não judeus – sob o seu comando, estavam perfilados no pátio congelado do campo, aguardando inspeção com os dentes batendo. 
Os guardas alemães não podiam acreditar no que viam.
Varios prisioneiros testemunharam o olhar lívido do comandante enquanto ele gritava no rosto de Roddie: 
"Vocês não podem ser todos judeus!"
Sem vacilar, o sargento Roddie, de 26 anos, olhou calmamente para o oficial nazista enfurecido e respondeu: 
"Somos todos judeus aqui".
Descontrolado, o nazista pegou sua pistola e a pressionou firmemente na cabeça de Roddie. 
"Você ordenará que os judeus dêem um passo à frente, ou eu matarei você agora."
O tempo parou.
Olhando nos olhos de seu inimigo, Roddie respondeu calmamente: 
"Major, você pode atirar em mim, mas terá que matar todos nós. Porque sabemos quem você é, e você será acusado de crimes de guerra quando vencermos esta guerra. E você pagará."

Todos esperaram, congelados, enquanto o comandante alemão, tremendo de raiva - e medo - abaixou a arma e se afastou. 
Todos os 1.275 prisioneiros americanos retornaram ilesos ao quartel.
A guerra terminou, todos foram libertados e Roddie nunca comentou sobre aquele episódio fatídico.
Somente em 2013 Chris descobriu o heroísmo silencioso de seu pai.
Em 2015 Roddie foi reconhecido por Yad Vashem como um dos justos gentios entre as nações e o primeiro soldado americano a receber essa designação, além de uma homenagem pelo presidente Obama.
Quando perguntei a Chris o que tinha levado o seu pai a este ato de coragem, ele me disse que Roddie salvou judeus porque sabia que um judeu, Jesus Cristo, o salvou.
É um extraordinário senso de responsabilidade com seus semelhantes.
Hoje, Chris é um pastor, que como o pai, também salva pessoas.
Ambos, pai e filho são vigorosos sermões de vida que impactam a todos.

Muito mais, são cristãos que fizeram e fazem diferença.

Texto de Antonio Cabrera

10. Armstrong em Jerusalém

Armstrong era o protótipo do herói ideal, o que lhe rendeu muitas honrarias.
Hoje, quando visitei o Muro das Lamentações, lembrei-me de Armstrong.
Quando visitou Jerusalém, perguntaram-lhe o que desejava.
O seu pedido foi que o levassem a um lugar onde pudesse ter a certeza de que Jesus Cristo tivesse passado.
O incumbido da missão foi um professor especialista em arqueologia bíblica, Thomas Friedman.
Ele levou Armstrong aos restos das escadas do templo construído por Herodes o Grande que ainda se conservam. 
“Estes degraus constituíam a principal entrada do templo”, lhe disse: “Não há dúvida de que Jesus subiu por eles”.
Neil Armstrong se concentrou então profundamente e orou durante um tempo. Ao terminar, se voltou a Friedman, e, emocionado, lhe disse: 

“Para mim significa mais ter pisado nestas escadas do que ter pisado na Lua”.

Você não precisa pisar onde Jesus pisou.
O que você precisa é ter um entendimento correto sobre Jesus, não apenas sobre o que Ele ensinou ou fez.
Você precisa entender quem Ele é.
Isto é o verdadeiro significado do Natal.
Texto de Antonio Cabrera

11. A ideologia e o mal

Quem lhe disse que vidas são importantes? 

Para alguns grupos, o importante é o poder. Joseph Ratzinger (o papa emérito Bento XVI) disse outro dia algo muito interessante: “Quando não há princípios superiores, tudo é poder pelo poder”. A gente vive numa realidade em que os aspectos que definem a civilização humanista estão deixando de valer. 

Hannah Arendt, uma das filósofas mais importantes do século passado, resgatou a necessidade de valores, da distinção entre o certo e o errado, entre o bonito e feio. Quando jovem, ela foi aluna do filósofo Martin Heidegger. Tiveram até um caso amoroso. Depois disso, com a ascensão do nazismo, ela foi para os Estados Unidos e se tornou uma acadêmica muito respeitada. Durante a Segunda Guerra, Heidegger se tornou reitor da Universidade de Freiburg. Em seu discurso de posse, ele fez uma apologia do nazismo. Quando acabou a guerra, Hannah Arendt visitou Heidegger na Alemanha. Todo mundo ficou horrorizado. Mas por que ela fez isso? Porque precisava saber como uma pessoa como Martin Heidegger se dobrou àquilo. Esse encontro foi fundamental para que, tempos depois, ela participasse do julgamento do criminoso nazista Eichmann em Jerusalém, que resultou em um de seus mais famosos livros. Esse período de Hannah Arendt em Jerusalém se resume a uma única frase, que eu guardo no meu coração: “Quando a necessidade substitui a verdade, o mal se torna banal”. Ela não foi conversar com Heidegger porque tinha saudades do velho professor. Ela fez isso para coletar informações e entender o problema do mal. No julgamento de Eichmann, ela encontra um burocrata, que cuidava da família, que se preocupava porque os soldados nazistas matavam as pessoas com um tiro na cabeça de forma errada, fazendo com que as pessoas sentissem dor. Eichmann era uma “pessoa normal”. Ela escreveu sobre a banalização do mal, que é uma decorrência da falta de valores superiores nos seres humanos. 

E é exatamente o que estamos vendo acontecer agora, com a pandemia do coronavírus. O materialismo histórico e a dialética marxista invalidaram o aspecto transcendente da humanidade. Se o ser humano não possui transcendência, a morte de milhões de pessoas para impor uma ideologia é totalmente válida. Estamos vivendo num período em que o transcendente foi eliminado ou está em processo de eliminação. Aí você entende o grande poder que o Partido Comunista Chinês tem no mundo todo. Eles estão comprando nossa imprensa, nossos intelectuais, nossas indústrias. Eles são a consequência da desumanização. Sob o pretexto de promover a igualdade, estão criando a realidade que Hayek chama de servidão. 

Em certo sentido, o que estamos vivendo é compreensível na dimensão filosófica. Apesar de ser um técnico e trabalhar com a evolução de vírus, tenho essa preocupação com a ética. Essa modernidade está avançando a um preço caríssimo, que é a essência do homem. Certa vez, Saul Alinsky encontrou uma senhora que havia acumulado vários feitos na militância radical e perguntou a ele: “O que devo fazer agora?” Ele respondeu: “Agora você deve morrer, e de uma morte bem pavorosa, porque não precisamos mais de você.  O que importa é um dia termos pessoas que farão a revolução sem saber por quê”. 

É algo parecido que estão dizendo para todos nós agora. Se a gente imagina um país como o Brasil, que viveu por 40 anos com uma educação de linha socioconstrutivista, não é de se estranhar que tenhamos tanta gente fazendo oposição à Lógica 

Amar:
amar é um verbo e o fruto dessa ação é o amor!
O amor é um exercício de jardinagem! Arranque o que faz mal, prepare o terreno, semeie, seja paciente, regue e cuide.
Esteja preparado porque haverá pragas, secas ou excessos de chuvas, mas nem por isso abandone o seu jardim.
Ame, ou seja, aceite, valorize, respeite, dê afeto, ternura, admire e compreenda.
Simplesmente. Ame!!!
Sabes porquê?
Porque a inteligência, sem amor, te faz perverso;
A justiça, sem amor, te faz implacável;
A diplomacia, sem amor, te faz hipócrita;
O êxito, sem amor, te faz arrogante;
A riqueza, sem amor, te faz avarento;
A docilidade, sem amor te faz servil;
A pobreza, sem amor, te faz orgulhoso;
A beleza, sem amor, te faz ridículo;
A autoridade, sem amor, te faz tirano;
O trabalho, sem amor, te faz escravo;
A simplicidade, sem amor, te deprecia;


quinta-feira, 19 de dezembro de 2019

Lança o teu pão sobre as águas


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Em Agosto de 2019, fui convidado para ministrar na cidade de Jaraguá-GO, a um grupo de pastores e líderes da Igreja Presbiteriana Renovada. Um encontro abençoado, com jovens pastores, cheios de paixão por Jesus e desejosos de ter um ministério aprovado. Muitos abraços, comida gostosa, amizade e envolvimento.

Quando terminei minha primeira palestra, um senhor se aproximou de mim, ele era um pouco mais velho que eu e me perguntou: “você foi pastor em Formoso-GO, na década de 1980?”. Eu afirmei que sim. Pastoreei a Igreja Presbiteriana do Brasil naquela cidade e simultaneamente em outros dois campos: Minaçu e Palmeirópolis. Fiquei naquela cidade apenas um ano, 1981.

Ele então me relatou um fato marcante. Na mocidade, sua amiga Elcy, neta do Sr. Elpídio, um dos presbíteros pioneiros, de uma querida família de baianos membros daquela comunidade o convidou a visitar a igreja e ele finalmente aceitou e foi participar do culto. A Palavra de Deus o atingiu de uma forma tão poderosa que ele voltou para casa naquele dia, com uma sensação de pecado e juízo de Deus tão grande que ele temia atravessar a rua e ser acidentado. Este impacto em sua vida, o levou a se aproximar do evangelho, se render a Jesus, e se tornar membro de uma igreja. Hoje ele frequenta a Igreja Presbiteriana Renovada de Ceres, e é um dos líderes daquela igreja.

Naturalmente ouvir esta história me trouxe grande alegria. Este relato me fez lembrar da palavra de Deus que afirma: “Lança os teu pão sobre as águas, porque depois de muitos dias o acharás” (Ec 11.1).

Muitas vezes achamos que o que fazemos não está sendo relevante, e chegamos a questionar a eficácia da palavra de Deus na vida das pessoas que caminham na nossa história. Não deveríamos viver assim. A Palavra de Deus é poderosa para gerar frutos, por isto somos exortados: “Não nos cansemos de fazer o bem, porque a seu tempo ceifaremos, se não desfalecermos” (Gl 6.9).

segunda-feira, 15 de abril de 2019

O cuidado surpreendente de Deus


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O Salmista afirma: “O que ouvimos e aprendemos, o que nos contaram nossos pais, não encobriremos aos nossos filhos, contaremos às vindouras gerações, os louvores do Senhor, e o seu poder, e as maravilhas que fez”.

É importante nutrir nossa fé com experiências, embora não possamos fazer teologia a partir da experiência individual, e sim das verdades reveladas na Bíblia. Quando compartilhamos o que Deus nos fez, desenvolvemos um coração grato, afinal “gratidão é a memória do coração” e encorajamos outros à fé pessoal com Jesus. É fácil esquecer as bençãos recebidas, relatos orais facilmente se perdem na memória. Por esta razão Deus ordenou aos seus servos no passado: Escreve! “Então disse o Senhor a Moisés: Escreve isto para memorial num livro” (Ex 17.14). “E disse Moisés ao povo: Não temais, que Deus veio para provar-vos... E Moisés escreveu todas as palavras do Senhor” (Ex 19.24). Os Evangelhos e o livro de Atos dos apóstolos no Novo Testamento, foram escritos para relatar e preservar os singulares eventos acontecidos entre nós. É uma memória que foi registrada.

Participei pastoralmente da impressionante experiência vivida em nossa comunidade, no início da década de 2000.

Um querido casal de nossa igreja, Presb. Marco Aurélio Cordeiro e Dayse Dell, que sempre cooperou intensamente no ministério da igreja, estava feliz com os dois filhos já nascidos e com o terceiro encomendado. Num dia comum, ao dar banho no seu filho Marquinhos, com apenas 1 ano e dois meses, a mãe percebeu que ele estava com reações estranhas. Parecia distante e sem senso de orientação.

Eram 18 hs e ela ligou para seu pediatra, Dr Arnaldo Kalupniek, homem com muita experiência na área médica, que pediu para continuar observando suas reações e esperar um pouco para ver a evolução e entrar em contato com uma neuropediatra, mas a única médica da cidade com tal especialização, estava viajando.

Marco Aurélio também é médico, e às 22 hs foi observar o filho que estava chorando, e quando o pegou no colo, viu algo estranho: a criança não fixava os olhos, apenas gritava como se estivesse cega, chamando a mãe, e com uma profunda agitação psicomotora. O pai ligou para um neurologista em Goiânia, Dr. Marcelo Hanna, com mestrado na USP, que era seu amigo pessoal, e quando ele ouviu o relato, pediu que fossem imediatamente para Goiânia, para o caso de precisarem de um hospital com melhores recursos. Esta recomendação se mostrou tremendamente sábia.

Às 23.30 hs já em Goiânia, o quadro do filho se agravara rapidamente. Ele não tinha mais capacidade motora, sua cabeça simplesmente parecia não se firmar. Quando os médicos viram a criança, o desânimo ficou estampado em suas faces. Por causa do quadro, o primeiro diagnóstico foi cerebelito. O médico que tinha um filho da mesma idade e por ser amigo pessoal do Marco Aurélio, foi atingido por aquela sensação de desconforto diante do grave quadro que se apresentava. O diagnóstico final seria encefalite com foco no cerebelo...

Marquinhos não ficou nem dez minutos no pronto socorro e foi levado imediatamente à UTI. O prognóstico não era nada bom, ainda mais considerando a rapidez com que o quadro clínico se desenvolveu. Posteriormente souberam que as chances eram pequenas de sobrevivência, e caso ele resistisse, as sequelas seriam certas e graves. O diagnóstico inicial parecia meningite, mas posteriormente ficou claro se tratar de encefalite, com uma provável etiologia viral.

O diagnóstico clínico foi rápido mas ainda não sabiam qual era o vírus e receitaram remédio para a herpes, descobrindo em seguida que não era. Por causa da gravidade de seu quadro, ele não podia ter convulsão e os médicos temiam muito que isto viesse a acontecer a qualquer momento.

Pelas prerrogativas de sua profissão, o pai conseguiu ficar todo tempo ao lado do seu filho na UTI, e a mãe, que estava grávida do lado de fora, aflita, não conseguia dormir. Ela afirma que o maior desejo dela naquela hora era que algo sobrenatural acontecesse, que Deus lhe falasse algo, que um “profeta” ligasse pra dizer que seu filho ficaria sarado, mas ela encontrava-se diante de um grande e angustiante silêncio de Deus.

Abriu a Bíblia para encontrar resposta, e ficou muito feliz ao ler as palavras: “Amo o Senhor, porque ele ouviu a minha voz e as minhas súplicas (...) pois livraste da morte a minha alma, da queda os meus pés” (Sl 116.1,8), mas em seguida ficou mais confusa e aflita, pois o mesmo salmo afirmava adiante: “Preciosa é aos olhos do Senhor, a morte de seus santos”. O que a Palavra de Deus queria comunicar ao seu coração em momentos tão difíceis? A mensagem era ambígua. Mas naquela hora ela descobriu que para a morte ou para a vida, ela teria que se agarrar a Deus, o único lugar seguro para onde poderia correr.

Ela se lembra como nestas horas tentamos negociar com Deus. Ela dizia: “Se o senhor quer me ensinar algo, me ensine, estou pronto para aprender, mas cure o meu filho...” Para seu desespero, no outro dia, uma “profetisa do desespero”, tentando ajudar fez um comentário devastador e que a irritou profundamente: “Não se preocupe, porque se Deus quiser tirar a vida de seu filho, Deus já lhe deu outro que está no útero”. Como assim? Não havia nenhum sentido o Deus amoroso gerar toda esta dor tirando um filho para dar outro.

De madrugada, de forma compulsiva, ligou para casa de algumas pessoas amigas e quando estas atendiam ela pedia para que saíssem da cama e fossem orar. Seu marido perguntou: “Você não fica preocupada em incomodar as pessoas a esta hora?” Ela disse que de forma alguma, pois já que ela não estava conseguindo orar, precisava de outros para orarem em seu lugar.

Na verdade, a melhor definição de intercessão que já pude formular é esta: “interceder é orar por pessoas que não tem condições de orar por si mesmas.

É interessante perceber como cada pessoa reage e faz leituras distintas nos momentos de aflição. O Dr. Marco Aurélio, tinha a seguinte percepção: de forma bem racional entendia que Deus estava no controle e que ele, embora desejasse a cura de seu filho, não tinha o direito de pedir cura, porque outros pais que eram iguais a ele, haviam perdido filhos, e ele não era melhor que nenhum deles. Ele tinha estas formulações lógicas, mas embora reconhecesse que a dor atinge outros, decidiu que não cessaria de pedir a misericórdia de Deus para a situação.  Por isto iria continuar orando e clamando...

No dia seguinte, o quadro clínico do Marquinhos ainda era bem complicado. Ao amanhecer, sua visão era obnubilada e ele não conseguia distinguir as pessoas, seus olhos ainda estavam rígidos.

À tarde na UTI, permitiram que a mãe ficasse ao lado dele, e surpreendentemente ela “achou” que o filho tinha olhado para ela, mas isto parecia mais um desejo e amor de mãe que uma verdade clínica e as médicas então disseram que se ele realmente estivesse reagindo, ele conseguiria pegar a mamadeira.

De tardezinha, às 18 hs, ele conseguiu olhar para a luz e dizer “luz”, na sua linguagem de criança, e estendeu os braços para abraçar a mãe. Isto era um sinal surpreendente para a gravidade do quadro clínico e algo excepcional realmente estava acontecendo. A manifestação da enfermidade fora tão rápida e aguda, e felizmente sua melhora estava sendo também algo excepcional. Ele ficou menos de 24 horas, internado na UTI.

O médico da família, Dr. Marcelo, conhecia a fundo a gravidade da enfermidade, e abrigava no coração a certeza de que aquela criança, se sobrevivesse, não viveria sem graves sequelas, e por isto havia cuidadosamente se antecipado e procurado a melhor fisioterapeuta da cidade, para que as sequelas fossem minimizadas com o tratamento que deveria ser providenciado. Entretanto, ao entrar no quarto, ficou estupefato ao ver a reação da criança, e simplesmente não conseguia acreditar no que via. Diante disto, rasgou o telefone da pessoa que deveria acompanhá-lo no seu processo de restauração..

Quando tudo parecia caminhar tão bem, e as coisas estavam se normalizando de forma tão abençoadora, ainda na tarde daquele dia, Marquinhos teve uma diarreia assustadora, mas apesar do susto, os médicos afirmaram que aquela reação era absolutamente normal e que o corpo da criança estava simplesmente completando o processo da cura. Daí entenderem que a causa da enfermidade ter sido consequência de um vírus de uma recente vacina ou um enterovirus (intestinal).

Foram 36 horas, desde o diagnóstico até a alta, e o retorno à sua casa. Durante este tempo, muitas pessoas da igreja estavam do lado de fora do hospital, se solidarizando e orando pela vida do Marquinhos... A mãe se lembra como foi importante ouvir que a igreja estava orando, já que ela não conseguia orar..


O quadro inicial era claro:

1.     Diante da gravidade da doença ele dificilmente sobreviveria. Apesar do diagnóstico, ele sobreviveu.

2.     Caso ele sobrevivesse, teria graves sequelas e iria precisar de acompanhamento de fisioterapia, talvez pelo resto de sua vida. Curiosamente, numa casa onde Deus deu quatro abençoados filhos, ele é o que mais se destaca em esportes e é considerado o melhor atleta. Aquele que corria o risco de perder as coordenações motoras se tornou o mais competente na psicomotricidade.

3.    Seriam no mínimo 48 horas de UTI. Em menos de 24 horas ele já havia sido liberado e antes das 36 horas já estava de volta em casa.

Histórias e relatos como estes, precisam ser lembrados e contados. Por isto o Salmista Davi afirmou: “O que ouvimos e aprendemos... não encobriremos a nossos filhos... contaremos às vindouras gerações, os louvores do Senhor, e o seu poder, e as maravilhas que fez”.

segunda-feira, 21 de janeiro de 2019

Quando Deus quer...


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Seria mais uma conversa normal, entre famílias ordinárias, vivendo os dilemas comuns do dia a dia e passando pelas lutas da vida. O único carro da família que servia para os três adultos da casa que sempre precisavam dele quebrou mais uma vez. Já tinha passado da hora de substitui-lo, mas com um filho pequeno na escola e outro na universidade, não restava muito dinheiro para determinadas necessidades que eram sempre postergadas.

Naquele dia, tiveram que tomar emprestado o velho carro de um amigo da família que vivia de bicos e era um carro tão velho que não tinham certeza de que ele conseguiria fazer o percurso necessário ou se quebraria no meio do caminho. O filho mais velho, meio que impaciente com a situação protestou:

-Ah não mãe, a gente precisa comprar um carro melhor!

Resignada a mãe afirma:
-É filho, vamos orar... na hora que Deus quiser ele manda um carro pra nós.

O filho responde:
-Ah, mãe, se a gente ficar esperando, esperando, Deus fazer e não agir, nada vai acontecer. A senhora acha que Deus manda um carro cair na nossa cabeça?

A mãe replica:
-Queria que Deus mandasse um pra você entender que ele é que faz...

Acharam engraçado a situação, e cada um seguiu o seu rumo para o trabalho e a escola.

Naquele fim de semana, Rubens Bernardes tinha o compromisso de ir ao acampamento de adolescentes, como um dos monitores. Estava cursando medicina e nunca deixou de se envolver com a obra do Senhor.

Enquanto ele ainda estava acampado, seu tio liga do Rio de Janeiro, seu tio, um empresário bem sucedido, cristão comprometido, liga para o Silas, seu pai:
-“Olha Silas, estive com vocês nesta semana, e vi o Rubens, um menino bom, esforçado, crente, fazendo medicina e achei que ele está precisando de um carro, por isto comprei um para ele, só não o liberei ainda porque não queria que ele saísse da agência sem o seguro.

Quando Rubens chega do acampamento, na garagem de sua casa estava um carro zero quilômetro. Sua mãe conta o que aconteceu, e ele não queria acreditar na história, repleto de alegria pelo valioso presente.

Sua mãe não resiste:
-“Queria que você estivesse aqui, para que na hora que Deus mandou este carro, ele caísse na sua cabeça e você parasse de ser incrédulo”.