sexta-feira, 21 de agosto de 2015

Trajetória de um Livro


Hoje, 20 Agosto 2015, me aconteceu um fato curioso:

Fui procurado pelo diácono Ricardo Martins, que queria me dar o presente de um livro que ele havia encontrado no sebo, datado de 1881, portanto uma raridade e preciosidade. O título: History of Christianity, de Henry Hart Milman, Editora Thomas Y. Crowell, New York. Quando ele cuidadosamente tirou a proteção de plástico  do livro e o abri , meus olhos se voltaram imediatamente para a assinatura de seu antigo dono: A. B. Nicholls.

Curioso, quis descobrir se a internet falava alguma coisa daquela pessoa que havia assinado aquele livro e que fazia parte de seu acervo há tanto tempo atrás. Tratava-se de um conhecido literato inglês, A.B. Nicholls, que foi Dean of St Paul´s, Londres. Ele escreveu as populares cartas do Século XIX, the brotërs letters, que narra as correspondências  entre três irmãs.

Estava, portanto, diante de um livro, que tinha valor, não apenas pela antiguidade, mas por ter pertencido a um conhecido escritor inglês. Encontrei rapidamente sua assinatura, debaixo de sua fotografia, e ela confere em tudo com a assinatura que tenho da cópia do livro que estava em minhas mãos.

Cuidadoso, perguntei ao Ricardo se ele não gostaria de repensar a doação, já que, o livro passava a ter um significado e valor ainda maior. Ele disse que aquele livro era para mim mesmo, e que estava tudo bem.

Hoje, estou interessado em ler, não apenas o livro que me entregue, mas acima de tudo, as cartas publicadas por este literato e pároco inglês, cuja assinatura  me fez identificar o dono original do livro que me chegou às mãos.

Como este livro chegou ao Brasil, como  foi encontrado pelo Ricardo, quantas pessoas anteriormente foram proprietárias deste livro, certamente nunca saberei, mas posso imaginar que este livro foi adquirido criteriosamente pelo seu dono original, Nicholls, numa antiga livraria, nos anos de 1890, nas ruas londrinas. Como fazemos ao entrar hodiernamente numa loja e procurar um livro que desperte nosso interesse para comprá-lo e levá-lo para casa. Provavelmente Nicholls se debruçou neste livro para folheá-lo e lê-lo, como fazemos ao adquirir um livro.

Isto o torna muitíssimo significativo para mim.

Veja as imagens abaixo:
A primeira e a última são do livro que encontra-se na minha biblioteca.
A do meio foi extraída da internet. Qualquer pessoa poderá verificar por si mesma, a identificação da assinatura.










quarta-feira, 10 de junho de 2015

Diário de uma bicicleta







Dr. Josiah Wilding (Dr. Joe), conhecido cardiologista em Anápolis, é escocês. Cresceu no Brasil no meio dos índios Carajás, com sua viúva mãe, Dr. Rettie Wilding, uma médica missionária que exerceu voluntariamente sua função na Ilha do Bananal (Goiás).

Ainda na infância, foi para a Escócia, e aos 14 anos ganhou uma bicicleta, que se tornaria sua companheira por muitos anos. Quando retornou ao Brasil, trouxe consigo seu estimado brinquedo.

Posteriormente passou no vestibular para medicina na Universidade Federal de Minas Gerais, mudou-se para Belo Horizonte, levando sua antiga companheira que lhe serviu como transporte para a faculdade. Durante os seis anos que ali morou, sempre fez uso da mesma para seus deslocamentos.

Uma vez formado, veio para Anápolis onde exerceria a medicina, e precisando dos serviços de um carpinteiro, negociou sua bicicleta com os móveis de sua casa e pelo serviço que foi executado. Anos mais tarde este homem mudaria para São Paulo e levou a bicicleta para aquela grande cidade.

Outra pessoa, amiga deste marceneiro que morava em Anápolis, foi a São Paulo e vendo a bicicleta encostada, a negociou trazendo-a novamente para o interior. Quando o Dr. Joe soube que sua bicicleta estava de novo na cidade, procurou o novo dono e a readquiriu.

Um dia seu filho, foi com esta bicicleta à casa da sua namorada, deixando-a do lado de fora e ela foi roubada. Um funcionário do Dr. Joe, Carlos Disney, soube que a bicicleta roubada estava no Bairro Boa Vista e contou para o seu patrão. Ao invés de denunciar o roubo à polícia, pediu que o Carlos negociasse com o novo dono o valor, e tornou a adquiri-la.


Hoje esta relíquia ainda existe. Encontra-se empoeirada e pendurada na garagem de sua casa, mas com algumas pequenas reformas e consertos, ainda poderia voltar a funcionar. Nunca duvide de uma bicicleta com uma história tão rica quanto esta.

quinta-feira, 9 de abril de 2015

Um encontro pode transformar sua história



No dia 09 de Abril de 1977, portanto 38 anos atrás, conheci a minha esposa, Sara Maria. Naquela época eu tinha 17 e ela13 anos. O encontro foi surpreendente para mim. Estava diante de uma das moças mais interessantes que já conhecera na minha vida, apesar de 13 anos tinha corpão de mulher, e me apaixonei instantaneamente. Esta atração, certamente, me fez sofrer um bocado de amor, mas minha história mudou para sempre.

O encontro foi prá lá de “casual”. Eu cursava o primeiro ano de Teologia em Campinas, SP e meus pais moravam em Gurupí-TO. Passar o feriado com meus pais era impensável. Além de uma longa viagem, o custo era caro. Estava a quase 2000 mil Km de distância de casa. 15 horas de viagem para Goiânia, mais 12 horas de Goiânia para Gurupí.

Um dos primeiros amigos que fiz no Seminário era um rapaz falante, um pouco mais velho que eu que, não querendo me deixar sozinho no campus, não somente me convidou para passar o feriadão na sua casa, como me ajudou, em parte, com os custos financeiros. Recomendando-me solenemente, que não me engraçasse com sua irmã. Parece brincadeira, mas não é... como vocês podem ver, sua recomendação foi um fracasso.

Desde o primeiro encontro, me apaixonei. Apesar de certa correspondência de sua parte, creio que ela era muito menina ainda, e o sentimento maior veio de minha parte, meio unilateral. Ela tinha 13 anos, menina; eu, 17, imberbe. Desde então, porém, embora não começássemos nada sério, nunca nos distanciamos afetivamente um do outro. Quase quatro anos depois começamos a namorar, e depois anos depois, nos casamos.

O ponto de reflexão para mim é: Um encontro pode transformar sua história.

Não considere o que está acontecendo hoje contigo. Este encontro pode ser social, acidental ou incidental, um evento ou uma tragédia, tudo pode ser ponto de partida para uma mudança radical na sua vida.


38 anos se passaram, desde que a encontrei. Minha vida nunca mais foi a mesma... E que grande alegria compartilhá-la com ela. Deus enriqueceu minha vida desde então, e nunca mais fui o mesmo!

sexta-feira, 9 de janeiro de 2015

Pecado no arraial



Tenho um amigo nos Estados Unidos que foi presbítero numa igreja da cidade vizinha onde eu morava. Num sábado ele teve um pesadelo que o abalou profundamente. Sonhava que ao chegar à igreja via uma grande movimentação de pessoas, com policiais, repórteres e bombeiros, pois havia o rumor de uma pessoa morta, já em estado de putrefação, no porão da igreja. No sonho, ao se encontrar com o pastor viu que ele estava completamente desequilibrado emocionalmente, pedindo aos membros da igreja que era preciso ocultar o cadáver  pois seria muito perigoso se a polícia o encontrasse, e a igreja perderia sua reputação e seria grande escândalo na cidade.

Este presbítero, porém, retrucava dizendo que não podiam ocultar o corpo no porão da igreja, mas revelar onde ele estava. A ocultação do cadáver era crime e a igreja não deveria acobertar qualquer problema, mas ser transparente naquilo que fazia. Sobressaltado acordou perplexo com o sonho.

No outro dia, ao chegar à igreja, o tema da pastoral do boletim era: “Há pecado no arraial”. O articulista falava do pecado de Acã, um soldado israelita que lutou contra os amalequitas, mas a despeito da clara orientação em não trazerem nenhum despojo da guerra, ao ver barras de ouro e vestes festivais, não resistiu e cedeu à cobiça, trazendo aqueles preciosos bens para sua casa, atraindo o juízo de Deus pela desobediência. O pecado foi descoberto e toda aquela família exterminada.


Um mês depois deste estranho sonho e o “coincidente” artigo no boletim, o pastor daquela igreja foi surpreendido na prática de homossexualismo trazendo grande dor a todos os membros e uma quebra irreparável na unidade da comunidade. Havia sim, pecado no arraial. Um cadáver estava sim, escondido no porão daquela igreja. 

sexta-feira, 26 de dezembro de 2014

O efeito Borboleta!


O dia 05 de fevereiro de 2014 foi marcante para minha família. Em 22 horas coisas surpreendentes aconteceram, incidentes profundos que marcariam e influenciariam nossa vida naquele ano de forma substancial, e eventualmente decisões futuras.

Em 1963, Edward Lorenz desenvolveu a “teoria do caos”  ou “efeito borboleta”, que se aplica a todas as áreas das ciências sociais, exatas, médicas, biológicas e humanas – e mesmo na religião. Em qualquer sistema que seja dinâmico, complexo e adaptativo.
Segundo esta teoria, o bater de asas de uma simples borboleta poderia influenciar o curso natural das coisas, e, desta forma, provocar um tufão do outro lado do mundo.
Neste dia, cheguei em casa às 17 hs e encontrei o meu filho Matheus e a Larissa (nora) literalmente dançando, em clima de euforia. Ele fora contratado por uma empresa em São Paulo havia telefonado enviando o contrato para a função de supervisão de Marketing, depois de cerca de 3 meses desempregado e vivendo debaixo de um enorme stress e insegurança.  Embora sua entrevista tivesse acontecido em São Paulo, seu trabalho seria Anápolis. Quando ele foi entrevistado não sabia desta vaga, mas na conversa com o Departamento Pessoal eles informaram que só havia esta vaga. Exatamente para a cidade em que gostariam de mudar.
No dia 06, um dia depois, outros dois eventos associados ao primeiro também influenciaram suas histórias. O caminhão de mudança chegava as 7.30 hs e as caixas ocuparam praticamente dois quartos em casa, depois de fazer a rota de navio do Panamá-Santos, e pela Rodovia, de Santos a Anápolis. E às 14 hs, o Matheus fecha o negócio da compra da casa em Anápolis City.

O efeito borboleta é sensível.

Ter Matheus e Larissa perto de nós foi um presente inusitado de Deus. Nunca imaginamos esta possibilidade de forma concreta. Matheus é uma fonte de alegria para nossas vidas e Larissa se tornou um presente de Deus para nós.  Compartilhar seu glamour, alegria, incertezas e crises, tem sido uma viagem, algumas vezes tensa, outras vezes de grande prazer. Comer seu risoto, partilhar o maravilhoso feijão temperado que minha esposa prepara, e jogar sequence se tornou um doce e construtivo hábito.
Vejam como “a teoria do caos” parece se aplicar.
Meses depois, Mauricio (pai da Larissa) também encontra emprego em Anápolis. Sair do Rio para nossa cidade parece bizarro. Como o bater de asas de uma simples borboleta influencia vidas, e como eventos isolados realmente tornam-se tão interligados, afetando diretamente a vida de tanta gente.
A Bíblia diz que quando os pastores receberam a notícia do nascimento de Jesus, eles foram tomados de espanto.

Espanto! 
Esta é uma palavra adequada para o Natal. Temos perdido a capacidade de nos espantar, de olhar para acontecimentos como movimentos de Deus.

Outras palavras são derivativas: Admiração, Assombro e louvor.

Gostaria, portanto, de propor outra versão da “teoria do caos”.
Que tal pensarmos na “teoria da ordem”, já que sabemos que nem mesmo o caos é caótico. Precisamos ver o “efeito Deus” no bater de asas de uma borboleta. Em gestos isolados e desconectados que se tornam profundamente transformadores na nossa história.

Humanamente falamos de “efeito borboleta”, mas teologicamente deveríamos falar do “efeito providência”.   As coisas não são uma mera sucessão de fatos acidentais e incidentais. Deus governa a história, o nascimento de Cristo cumpre um lugar especial na agenda do Eterno.

Veja como isto é verdade:
“Vindo, porém, a plenitude do tempo, Deus enviou seu Filho, nascido de mulher” (Gl 4.4).

O que as Escrituras Sagradas nos ensinam é que os circuitos da eternidade colidiram com a cronologia humana. Quando o kairos e o kronos colidiram na cronologia humana e se entrelaçaram – Deus enviou seu filho.
Natal deve nos causar gratidão e espanto. Nada é desproposital. Tudo possui fluidez neste sistema complexo que é a vida. Não é o acaso que vai nos proteger enquanto estamos distraídos, mas os movimentos divinos, sua palavra, suas mãos que dirigem nossos destinos. Olhemos estas coisas com espanto e gratidão.

Não “teoria do caos”, mas providência e direção. Deveríamos sempre ver a “desconstrução” como um novo lance inusitado de Deus. Diante do caos deveríamos afirmar como o meu sábio presbítero Joe Wilding gosta de afirmar: “Só quero saber como Deus vai sair desta...”


quarta-feira, 3 de setembro de 2014

A resposta é sim!



Conheci Wânia e Tiago num encontro de casais em Brasília. Tivemos a oportunidade de assentarmos numa mesa para tomarmos o café da manhã quando compartilhamos um pouco de nossas histórias. Embora morando em Brasília, saíram de uma pequena cidade no interior do Estado de Goiás. Cursaram faculdade fora e se encontravam na época das férias como estudantes, e assim começaram um namoro que durou dez anos.
Eu havia pregado naquele encontro sobre os desacertos da família de Ló, e como isto resultou num efeito desastroso para as futuras gerações, de onde surgiram duas nações de pessoas de péssima conduta que andavam no meio do povo, mas nunca participaram das promessas de Deus: Os Amonitas e Moabitas. Eventualmente estes povos se tornaram até mesmo um grande problema para o Israel, entrava em conflitos e fazendo guerras.
Quando Balaão, famoso macumbeiro da região, recebeu um grande cachê do rei Balaque, para amaldiçoar o povo de Deus, ele não conseguiu realizar a façanha, mas deu uma sugestão de que colocassem meninas amonitas que eram prostitutas entre o povo de Deus, e estas garotas de programa trouxeram uma doença para o arraial israelita, vindo a morrer cerca de 25 mil pessoas como resultado destes relacionamentos promíscuos,
Ao ouvir esta palavra, ele afirmou que se sentia exatamente assim. Andava no meio de povo de Deus, era amado e cuidado pela igreja, mas nunca assumira sua fé e nunca se batizara até aquele dia, apesar de ter vivido uma experiência impressionante de fé, durante o tempo de namoro. E nos relatou o episódio:
Durante seus longos anos de namoro, todas as noites orava ao Senhor perguntando se aquela garota era realmente com quem ele deveria se casar. Era uma oração pessoal e única, que ele fazia anos após anos.
Um dia, estando de férias na casa de seus pais, eles hospedaram uma senhora que veio participar de um congresso de mulheres na sua cidade. Ela viera do Mato Grosso, e tentou se aproximar dele, que demonstrou que não estava a fim de conversar com mais uma pessoa que queria “convertê-lo”. A mulher percebeu logo sua reação e se levantou para sair, mas antes lhe disse de forma bem tranqüila. “Sabe aquela oração que você tem feito nestes últimos anos? A resposta é sim!”

Ele ficou impressionado com esta palavra direta, afinal, ele não falava deste assunto com ninguém e aquela mulher não o conhecia. Isto gerou muito temor em seu coração, por considerar que, na verdade, estava lidando com realidades espirituais muito mais sérias do que ele gostaria de acreditar que fossem.

segunda-feira, 28 de julho de 2014

Quão surpreendente é o nosso Deus!



No dia 25 de Julho de 2014, recebemos a seguinte mensagem, enviada pelo Presbítero Marcos Araújo, sobre a vida de sua sogra, (Maria Ilaene Rodrigues Gonçalves), mãe da Francielly. De fato fomos muito edificados quando recebemos a noticia e por esta razão resolvemos publicá-la. Trata-se de uma evidência clara do amor e da bondade de Deus.

Irmãos, acabo de receber a notícia de que todos os exames da minha sogra estão EM TODOS OS ITENS  NORMAIS. Ela estava com o transplante de medula autorizado pela UNIMED pois ao longo de 2 anos os exames estavam críticos! Passou pelos maiores especialistas do Brasil e todos indicaram o transplante. Estando já em Curitiba para os primeiros procedimentos para a realização do transplante uma melhora  significativa foi observada e a medicação suspensa. Cogitou-se então que, ou os exames feitos ao longo de dois anos estavam errados ou que houve um diagnóstico errado. Nós que servimos a um Deus vivo sabemos que nenhuma das hipóteses anteriores condiz com o que aconteceu. Estamos jubilosos ao testemunhar que "grandes coisas fez o Senhor em nosso meio". Obrigado pelas orações.

Vários irmãos reagiram em forma de gratidão e louvor a Deus:
“Deus tem operado maravilhosamente em nosso meio e somos testemunhas
Louvado seja o nosso Deus”. (Presbítero Dr. Antonio Rodovalho, Advogado).
“Seria possível dois anos de tantos exames repetidos estarem errados? A Deus toda honra e toda Glória!” (Presbítero Dr. Ernei de Oliveira Pina. Médico e diretor do Hospital Evangélico).
“Glórias a  Deus pelos seus grandes feitos” (Diácono Elieber Costa, Advogado)
“Amém! Este é o nosso Deus! (Diácono Renato Carlos de Assis Morais, Empresário).

Quão surpreendente é o nosso Deus!